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A POESIA E SUAS RAÍZES ANCESTRAIS

*Por Lucélia Aguiar


Antropologia da Terra, de Evilásio Júnior, reúne poemas com reflexões a respeito de temas como: o papel do lavrador, a vida do homem do campo, a valorização da roça, o cansaço do trabalho árduo, a mulher benzedeira, as mães e lavadeiras de roupas com crianças carregadas no colo e trouxas de roupas na cabeça, a figura do vaqueiro, a presença dos mais velhos/griôs que contam histórias sobre a tristeza e a beleza de viver, a fome, os tambores, os encantados, a reza, a cura, a magnitude da natureza.

O autor escreveu uma obra poética que revela a harmonia do homem do campo com a natureza, apesar das dificuldades cotidianas, de suas mãos e pés calejados pelos caminhos percorridos. Evilásio nos mostra o contraste entre o campo e a cidade, retratado no barulho do caos e o som da natureza.

A resistência, o trabalho de quem planta, cultiva, produz, colhe e faz com que o alimento chegue à mesa dos moradores das áreas urbanas percorrem o livro.

Em cada poema, o autor, com um olhar sensível mergulhado em vários cenários do passado e da atualidade, capta a realidade vivida e revela um universo rico de conhecimentos culturais e de raízes ancestrais. Logo, os poemas honram a luta dos seus antepassados.

Entende-se que há necessidade de traçar caminhos para a reforma agrária, para a construção de um futuro mais justo, solidário e igualitário.

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*Lucélia Aguiar é advogada, defensora dos direitos humanos, ambientais, presidente da Comissão da Verdade Sobre a Escravidão Negra no Distrito Federal e Entorno

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