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Pretéritos amanhãs, de Tida CarvalhoHugo Lima,

Por Hugo Lima


Ao completar 60 anos, Tida Carvalho costura o passado ao presente por meio da memória, fio condutor deste livro. Entrelaçando gerações, ela revisita a infância, os amores, os ontens, as vivências que moldaram sua existência. A árvore da vida é evocada como um símbolo que convoca a presença da mãe e ressalta o amor que se estende por seus frutos. A poeta põe a mão para fora da janela e se conecta às gerações que a precederam e às que estão por vir.


A casa, antes habitada pelos pais e pelos onze filhos, agora, é um fragmento, uma faísca, um traço preservado no coração da escritora, que transforma em palavras as nuances do cotidiano.


Na seção dedicada às mulheres, reflexões sobre o feminino, mitologias miúdasas monstras e as dobras do mundo. Já em "Pretérito com golpes de presente", mer, gulhos em questões existenciais, do enraizamento ao lar, do amor aos sortilégios. A poeta explora a condição humana, o fazer poético e a busca pelo sentir-sentido.


"Escrever com o pouco" é o exercício da simplicidade. A autora convida o leitor a enxergar além das palavras, a perceber o que está nas entrelinhas dos poemas, revelando o avesso da costura.


Assim, o livro de Tida Carvalho, feito de muitas pontas, aproxima-se com profun-didade das coisas, é uma celebração da vida. Ao homenagear sua família, presenteia a si mesma deixando um retrato afetivo para a posteridade.

 

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