A jaguad’ARTE TRANSCRIATIVA de Augusto de Campos
- jornalbanquete

- 1 de mar.
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Por Luis Henrique Garcia Ferreira

Jaguadarte é a transcriação que Augusto de Campos deu a Jabberwocky, título de um poema de Lewis Carroll que faz parte da obra que narra as aventuras da personagem Alice. O jovem Carroll começou a escrever esse poema em 1855, quando tinha apenas 23 anos. Posteriormente, o autor o incluiu no primeiro capítulo do clássico Alice através do espelho, cuja primeira edição, Through the looking-glass and what Alice has found there, data de 1871.
Estruturalmente, o poema é composto por 7 quartetos (ou quadras), sendo que a última estrofe é a repetição da primeira (forma cíclica). O esquema é de rimas alternadas ou cruzadas, ou seja, seguindo o padrão ABAB (padrão também visual no alinhamento dos versos, lembrando o concretismo). A maior parte é de rimas perfeitas, a não ser na terceira e na sexta estrofe (rimas toantes) e na quinta estrofe (padrão irregular de rimas). Na quinta estrofe, também há rimas internas. Merecem destaque as rimas aliterativas presentes em boa parte dos versos.
Metricamente, ocorre uma regularidade parcial, quase completa: de 28 versos, apenas 8 não são octassílabos (normalmente, os últimos versos de cada estrofe). Assim, pode-se inferir que a escolha por “Jabberwock” em vez de Jabberwocky ao longo do poema seja para respeitar a metrificação (verso octassílabo). Outro elemento compositivo é a presença de arcaímos, como ‘twas (there was) e hast thou (have you, “hast” inclusive é a forma alemã utilizada até hoje (du hast → saxônico) para representar a linguagem medieval de lendas ou contos de fadas. Mais um ponto de destaque é a predominância do tempo verbal no passado, também típico das lendas e narrativas infantis. Para além desse esqueleto estrutural, a poética carrolliana de Jabberwocky extrapolou o dicionário da língua inglesa com neologismos, palavras-valise, ambiguidades, sonoridades, muito nonsense e “hipersense”. A verbovisualidade é garantida pelo diálogo dos versos com as ilustrações de John Teniel.
Não menos enriquecedora do que Jabberwocky foi para o inglês, a augusta transcriação Jaguadarte babeliza o original com criativas soluções e invenções “verbivocovisuais” em brasileirês. Como o próprio Augusto diz, “a minha tradução procura responder às provocações artísticas do texto inglês com análogas subvenções no ‘idiomaterno’” (CAMPOS in CARROLL, 2014, s./p.). Em um primeiro momento, o Jaguadarte mostrou suas garras editoriais em 1977 pelo selo Fontana-Summus.[1] A riqueza sonora da tradução não se limitou ao impresso e, em 1982, ganhou caráter intersemiótico com a versão musical da primeira estrofe que veio à “briluz” por meio da parceria de Augusto, Cid Campos, Arrigo Barnabé e Tetê Espíndola – a intérprete vocal da composição que faz parte do álbum “Pássaros na garganta”.
Num segundo momento editorial, em 2014, o Jaguadarte foi agraciado com o belo trabalho da Editora Nhambiquara, o qual, além de bilíngue, dá à tradução de Augusto a colorida companhia das transcriações visuais da artista plástica Rita Vidal, que ilustra a edição com 16 imagens. Fiel à “mimsicalidade” do Jaguadarte, o livro é acompanhado por um CD no qual o poema, que é lido por Augusto de Campos, recebe uma paisagem sonora de Cid Campos. Antes de abordar outros detalhes da tradução, convém situar esquematicamente o Jaguadarte dentro da história tradutória do poema no Brasil. A seguir, uma linha do tempo com as traduções do título, os tradutores e os anos de publicação.

Fig. 1 – Linha do tempo das traduções para o português brasileiro
Fonte: Elaborado pelo autor (2026).
Poeticamente, a tradução de Augusto acomoda o poema em uma metrificação de versos decassílabos, diferentemente dos octassílados predominantes no original. Em sua inventiva tradução, o brasileiro também muda alguns significantes de lugar e toma liberdades poéticas quanto aos significados, priorizando o aspecto sonoro e o neologístico em relação ao semântico.
Por outro lado, o esquema das rimas espelha o padrão ABAB, no qual elas tendem a seguir o padrão de alternadas ou cruzadas. Assim como o texto-fonte, o texto-alvo também é rico em sonoridade aliterativa. Resumindo as similaridades, o Jaguadarte augustiano pode ser “ouvisto” através do espelho carrolliano principalmente por meio das rimas ABAB, das rimas aliterativas, da musicalidade, das palavras-valise, dos neologismos e do foco do tempo verbal no passado, recriando o universo (neste caso, o PLURIVERSO) das histórias infantis. Abaixo, segue o esquema de rimas e a escansão, tanto no original quanto na transcriação.
Tabela 1
JABBERWOCKY – ESQUEMA DE RIMAS | |
ORIGINAL | TRANSCRIAÇÃO |
‘Twas brillig, and the slithy toves (A) Did gyre and gimble in the wabe (B) All mimsy were the borogoves (A) And the mome raths outgrabe. (B)
“Beware the Jabberwock, my son! (A) The jaws that bite, the claws that catch! (B) Beware the Jubjub bird and shun (A) The frumious Bandersnatch!” (B)
He took his vorpal sword in hand; Long time the manxome foe he sought– So rested he by the Tumtum tree And stood awhile in thought.
And, as in uffish thought he stood, (A) The Jabberwock, with eyes of flame, (B) Came whiffling through the tulgey wood, (A) And burbled as it came! (B)
One, two! One, two! And through and through The vorpal blade went snicker-snack! He left it dead, and with its head / head He went galumphing back.
“And hast thou slain the Jabberwock? Come to my arms, my beamish boy! O frabjous day! Calloh! Callay!” (rima toante: só as vogais o/ay) He chortled in his joy.
‘Twas brillig, and the slithy toves (A) Did gyre and gimble in the wabe (B) All mimsy were the borogoves (A) And the mome raths outgrabe. (B)
| Era briluz. As lesmolisas touvas (A) Roldavam e relviam nos gramilvos. Estavam mimsicais as pintalouvas, (A) E os momirratos davam grivos
“Foge do Jaguadarte, o que não morre! (A) Garra que agarra, bocarra que urra! (B) Foge da ave Felfel, meu filho, e corre (A) Do frumioso Babassurra!” (B)
Ele arrancou sua espada vorpal (A) E foi atrás do inimigo do Homundo. (B) Na árvore Tamtam ele afinal (A) Parou, um dia, sonilundo. (B)
E enquanto estava em sussustada sesta, (A) Chegou o Jaguadarte, olho de fogo, Sorrelfiflando através da floresta, (A) E borbulia um riso louco! (rima toante: ô fechado)
Um dois, um dois! Sua espada mavorta (A) → Vai-vem, vem-vai, para trás, para diante! (B) Cabeça fere, corta e, fera morta, (A) Ei-lo que volta galunfante. (B)
“Pois então tu mataste o Jaguadarte! (A) Vem aos meus braços, homenino meu! (B) Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!” (A) Ele se ria jubileu. (B)
Era briluz. As lesmolisas touvas (A) Roldavam e relviam nos gramilvos. Estavam mimsicais as pintalouvas, (A) E os momirratos davam grivos (rima imperfeita) |
Fonte: Elaborada pelo autor (2026).
Tabela 2
JABBERWOCKY – ESCANSÃO | |
ORIGINAL | TRANSCRIAÇÃO |
‘Twas-bril-lig,-and-the-sli-thy-TO-ves (8 sílabas poéticas) Did-gy-reand-gim-ble-in-the-WA-be (8 sílabas poéticas) All-mim-sy-we-re-the-bo-ro-GO-ves (8 sílabas poéticas) And-the-mo-me-raths-out-GRA-be. (7 sílabas poéticas)
“Be-ware-the-Jab-ber-wock,-my-SON! (8 sílabas poéticas) The-jaws-that-bite,-the-claws-that-CATCH! (8 sílabas poéticas) Be-ware-the-Jub-jub-bird-and-SHUN (8 sílabas poéticas) The-fru-mious-Ban-der-SNATCH!” (6 sílabas poéticas)
He-took-his-vor-pal-sword-in-HAND; (8 sílabas poéticas) Long-time-the-man-xome-foe-he-SOUGHT– (8 sílabas poéticas) So-rest-ed-he-by-the-Tum-tum-TREE (9 sílabas poéticas) And-stood-a-while-in-THOUGHT. (6 sílabas poéticas)
And,-as-in-uf-fish-thought-he-STOOD, (8 sílabas poéticas) The-Jab-ber-wock,-with-eyes-of-FLA-me, (8 sílabas poéticas) Came-whif-fling-through-the-tul-gey-WOOD, (8 sílabas poéticas) And-burbl-ed-as-it-CAME! (6 sílabas poéticas)
One,-two!-One,-two!-And-through-and-THROUGH (8 sílabas poéticas) The-vor-pal-blade-went-snick-er-SNACK! (8 sílabas poéticas) He-left-it-dead,-and-with-its-HEAD (8 sílabas poéticas) He-went-ga-lumph-ing-BACK. (6 sílabas poéticas)
“And-hast-thou-slain-the-Jab-ber-WOCK? (8 sílabas poéticas) Come-to-my-arms,-my-beam-ish-BOY! (8 sílabas poéticas) O-frab-jous-day!-Cal-loh!-Cal-LAY!” (8 sílabas poéticas) He-chortl-ed-in-his-JOY. (6 sílabas poéticas)
‘Twas-bril-lig,-and-the-sli-thy-TO-ves (8 sílabas poéticas) Did-gy-reand-gim-ble-in-the-WA-be (8 sílabas poéticas) All-mim-sy-we-re-the-bo-ro-GO-ves (8 sílabas poéticas) And-the-mo-me-raths-out-GRA-be. (7 sílabas poéticas)
| Era-bri-luz.-As-les-mo-li-sas-TOU-vas (10 sílabas poéticas) Rol-da-vam-e-rel-vi-am-nos-gra-MIL-vos. (10 sílabas poéticas) Es-ta-vam-mim-si-cais-as-pin-ta-LOU-vas, (10 sílabas poéticas) Eos-mo-mir-ra-tos-da-vam-GRI-vos (8 sílabas poéticas)
“Fo-ge-do-Ja-gua-dar-te,o-que-não-MOR-re! (10 sílabas poéticas) Gar-ra-quea-gar-ra,-bo-car-ra-que-UR-ra! (10 sílabas poéticas) Fo-ge-daa-ve-Fel-fel,-meu-fi-lho,e-COR-re (10 sílabas poéticas) Do-fru-mi-o-so-Ba-bas-SUR-ra!” (8 sílabas poéticas)
E-lear-ran-cou-su-aes-pa-da-vor-PAL (10 sílabas poéticas) E-foi-a-trás-doi-ni-mi-go-doHo-MUN-do. (10 sílabas poéticas) Na-ár-vo-re-Tam-tam-e-lea-fi-NAL (10 sílabas poéticas) Pa-rou,-um-di-a,-so-ni-LUN-do. (8 sílabas poéticas)
Een-quan-toes-ta-vaem-sus-sus-ta-da-SES-ta, (10 sílabas poéticas) Che-gou-o-Ja-gua-dar-te,o-lho-de-FO-go, (10 sílabas poéticas) Sor-rel-fi-flan-doa-tra-vés-da-flo-RES-ta, (10 sílabas poéticas) E-bor-bu-li-aum-ri-so-LOU-co! (8 sílabas poéticas)
Um-dois,-um-dois!-Su-aes-pa-da-ma-VOR-ta (10 sílabas poéticas) Vai-vem,-vem-vai,-pa-ra-trás,-pa-ra-di-AN-te! (11 sílabas poéticas) Ca-be-ça-fe-re,-cor-tae- fe-ra-MOR-ta, (10 sílabas poéticas) Ei-lo-que-vol-ta-ga-lun-FAN-te. (8 sílabas poéticas)
“Pois-en-tão-tu-ma-tas-teo-Ja-gua-DAR-te! (10 sílabas poéticas) Vem-aos-meus-bra-ços,-ho-me-ni-no-MEU! (10 sílabas poéticas) Oh-di-a-fre-mu-lar!-Bra-vooh!-Bra-VAR-te!” (10 sílabas poéticas) E-le-se-ri-a-ju-bi-LEU. (8 sílabas poéticas)
Era-bri-luz.-As-les-mo-li-sas-TOU-vas (10 sílabas poéticas) Rol-da-vam-e-rel-vi-am-nos-gra-MIL-vos. (10 sílabas poéticas) Es-ta-vam-mim-si-cais-as-pin-ta-LOU-vas, (10 sílabas poéticas) Eos-mo-mir-ra-tos-da-vam-GRI-vos (8 sílabas poéticas)
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Fonte: Elaborada pelo autor (2026).
Mais interessante do que as soluções estruturais de Augusto, é a sua recriação linguística de Jabberwocky, a começar pelo título, que é uma palavra-valise, ou seja um “palavrão” que condensa duas ou mais palavras em uma só. “Jabber”, no caso, remete a um “falastrão”, ao passo que “wocky”, até então inexistente nos dicionários, nos lembra “wacky,” que aponta para algo “maluco”, “excêntrico”. Ou seja, o Jabberwocky (Jabber+wocky) é uma espécie de monstro linguarudo e esquisitão que, na transcriação de Augusto, metamorfoseou-se em um “Jaguadarte” (jaguar+arte), uma criatura da fauna brasileira – jaguar/onça – mesclada à arte. Arte que pode ser a arte da tradução, a arte poética e, também, as duas juntas. Mantém-se uma criatura ameaçadora – o jaguar – e o elemento da excentricidade, afinal um “jaguadarte” não é algo que se “ouvê” todo dia. Todavia, perde-se o blábláblá de “jabber”, pois uma tradução se constrói com perdas e ganhos (muitos ganhos no caso de “Jaguadarte”!).
Já no primeiro verso, “Era briluz” (brilho + luz) leva o leitor a uma atmosfera de conto de fadas, remetendo a “era uma vez”. Como no título, a sequência da estrofe recebe a marca do “Selo Augusto de Transcriação”, destacando a preferência por palavras formadas por aglutinação, como “lesmolisas” (lesmas + lisas), “mimsicais” (manutenção do original “mimsy” + mimoso + musicais) e “momirratos” (ratos + rei momo + momices + mami). “Relviam” é o pretérito imperfeito, tradução de “did gimble”, mas também esconde e aglutina a palavra “viam” e a palavra “relva”, além de dar a ideia de algo que está se mexendo.
Na segunda estrofe, possivelmente para não prejudicar o esquema das rimas, a tradução desloca o vocativo “my son” (meu filho) do primeiro verso para o terceiro. Outra solução interessante é a tradução do nome próprio “Felfel” (“Jubjub”) para causar aliteração com “f” de “foge” e “filho”. No final, o “Bardersnatch”, uma furiosa criatura que agarra bem à moda de “se ficar o bicho pega, se correr o bicho come” se tornou o “Babassurra”, um “bicho-babão” que surra criancinha.
Na terceira estrofe, Augusto continua desafiando os limites do dicionário com a invenção do nome próprio “Homundo” (homem + mundo), que no original é um adjetivo (the manxome foe). “Ouvê-se” um jeitinho brasileiro na tradução do nome próprio “Tumtum” para “Tamtam”, utilizando uma vogal nasal mais abrasileirada. Refletindo o aspecto introspectivo do menino herói que desafia o Jaguadarte, a palavra-valise “sonilundo”, além de rimar com “Homundo”, empacota “sono”, “ludo” (jogo de tabuleiro) e “lundu” (dança e canto de origem africana). Nota-se, para além de um efeito nonsense da leitura, uma plurificação significante que leva a um “hipersense”.
Pulando para a quinta estrofe, novamente priorizando musicalidade das rimas, o transcriador optou por não repetir o termo “vorpal”, como ocorre no original e, além de substitui-lo por “mavorta”, deslocou-o para o extremo oposto do verso. A sonoridade é adensada por rimas aliterativas com “f” (terceiro verso) e com “v” (segundo verso). Tal qual o corajoso protagonista do poema, que corta a cabeça do temido Jaguadarte com sua espada, o leitor termina a estrofe “galunfante” ao se deparar com esse neologismo que encapsula “galopante” e “triunfante”.
Na sexta estrofe, o pai do “homenino” (homem + menino) vangloria o filho que atravessou uma espécie de rito de passagem ao vencer a estranha fera falastrona: “Bravooh! Bravarte!”. E, musicalmente, na sétima e última estrofe o poema se move em ritornelo para repetir a primeira estrofe, reiniciando o ciclo do “Homundo”.
Como o próprio Augusto comentou, “Carroll deu impulso a uma nova maneira, não dicionarizada, não institucional, de abordar a linguagem, no plano criativo, fornecendo-nos instrumentos sensíveis para a nossa percepção dentro da complexidade das relações entre mundo e mente humana” (CAMPOS, 2014, s./p.). Sem dúvida, o “verso, reverso, controverso” dessa potência criadora também pode ser dito da Jaguad’ARTE TRANSCRIATIVA do tradutor de Carroll, Joyce, Pound, Cummings e muitos outros.
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* Luis Henrique Garcia Ferreira é graduado em Jornalismo pela PUC-Campinas (2003), Mestre em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e Doutorando em Estudos Literários pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Membro do Coletivo Finnegans Wake, no qual foi tradutor de dois capítulos de Finnegans rivolta, vencedor do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Tradução.
Referências
CARROLL, Lewis. Alice’s adventures in Wonderland. Londres: Penguin Books, 1994.
_____. Alice no país das maravilhas. Trad. de Monteiro Lobato. 9. ed. São Paulo: Brasiliense, 1960 [1931].
______. Jabberwocky. In: Alice no país do espelho. Trad. Monteiro Lobato. Ilust. John Tenniel. São Paulo: Editora Brasiliense, 1961 (1931).
______. Através do espelho e o que Alice encontrou lá. Trad. Sebastião Uchoa Leite e Augusto de Campos. Ilust. John Tenniel. São Paulo: Fontana-Summus, 1977.
______. Blablassauro. Trad. Ricardo Gouveia. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
______. Bestialógico. Trad. Eugênio Amado. Belo Horizonte: Itatiaia, 1999.
______. O Tagarelão. Trad. William Lagos: Porto Alegre: LP&M, 2004.
______. Pargarávio. In: Aventuras de Alice no país das maravilhas & através do espelho. Intr. e notas Martin Gardner. Trad. Maria Luiza X. de A. Borges. Ilust. John Tenniel. Rio de Janeiro: Zahar, 2013.
______. Jaguadarte. Trad. Augusto de Campos. São Paulo: Editora Nhambiquara, 2014.
______. Jabberwocky. Trad. Márcia Soares Guimarães. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2017.
______. Teyú Yaguá. Trad. Ricardo Giassetti. São Paulo: Mojo, 2019.
______. Algaravia. Trad. João Sette Camara. Jandira, SP: Ciranda Cultural, 2020.
______. Pargarávio. Trad. Fabio Kataoka. Barueri: Camelot Editora, 2021.
______. Garrulépido. Trad. Marcia Heloisa. Rio de Janeiro: DarkSide, 2021.
______. Parlengão. Trad. Caetano W. Galindo. Rio de Janeiro: Antofágica, 2023.
______. Jabberwocky. Trad. Renata Russo Blazek. Valinhos: Montecristo, 2024.
______. Jaguarte. Trad. Wexper Maltar, 2025 (edição do autor).
ESPÍNDOLA, Tetê. Pássaros na garganta. JAGUADARTE. Intérpretes: Cid Campos e Arrigo Barnabé. [S. l.]: [S. n.], 1973. Fonte: YouTube. Tetê Espíndola - Jaguadarte / Canção dos Vagalumes. Canal: Tetê Espíndola Oficial. Duração: 4’26’’. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=RVh4RfsEwLI. Acesso em: 25 fev. 2026.
Nota
[1] Aventuras de Alice no país das maravilhas e através do espelho e o que Alice encontrou lá foi uma tradução de Sebastião Uchoa Leite que contou com alguns poemas traduzidos por Augusto, entre os quais “Jaguadarte”.





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