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Apresentação do Banquete Especial Augusto de Campos (Parte 2)
A segunda edição do especial dedicado a Augusto de Campos no Banquete – Jornal de Resenhas e Crítica Literária aprofunda o debate em torno de uma obra que permanece decisiva para repensar o lugar da literatura (brasileira ou universal) no presente ou no “pressauro”, dependendo do ponto de vista. Adam Joseph Shellhorse, em diálogo com seu livro Antiliteratura , argumenta que as categorias críticas tradicionais já não dão conta da potência da escrita contemporânea. Diante de u

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há 2 dias2 min de leitura


As palavras de Augusto de Campos: potência, política e passagens da imanência
Por Adam Joseph Shellhorse Como argumentei em Antiliteratura (2025), em nosso tempo, os problemas que envolvem o debate literário mudaram, e as categorias e vocabulários tradicionais não são os mais aptos para descrever a natureza da literatura e seu poder interveniente. Precisamos inventar novos conceitos que nos ajudem a pensar de uma nova maneira. Precisamos forjar conceitos que correspondam à nossa realidade – e essa “realidade” abrange a produtividade e a potência d

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há 2 dias7 min de leitura


“Riverrun”: apontamentos sobre Augusto de Campos
Por Jardel Dias Cavalcanti Augusto de Campos encarna vigorosamente a paixão pela poesia. Seja na manifestação da poesia em si, seja na sua tradução, seja na crítica criativa, seja na leitura dos poetas. Seria pouco ver apenas a poesia como foco de interesse de Augusto de Campos, já que sua paixão pela música (erudita e popular), pelo cinema de vanguarda e pelas artes plásticas é tão profunda como a que devota à poesia. Uma relação interdisciplinar, diga-se de passagem, de c

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há 2 dias5 min de leitura


A lírica inicial de Augusto de Campos
Por Claudio Daniel A poesia inicial de Augusto de Campos foi reunida no livro O rei menos o reino , publicado em 1951, edição custeada pelo próprio autor, sob a rubrica de uma imaginária “Edições Maldoror”, cujo nome remete ao poeta francês Lautréamont, pseudônimo de Isidore Ducasse, um dos autores de cabeceira do poeta paulista na época, que também usa como epígrafe do poema Canto primeiro e último uma sentença do autor francês, On meurt, au moins (“nós morremos, ao meno

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há 2 dias15 min de leitura


Augusto de Campos, leitor de poesia
Por Solange Rebuzzi Publicado em 2006 pela Editora Perspectiva, Poesia da recusa , de Augusto de Campos, integra a Coleção Signos. Passadas duas décadas, a seleção, com projeto gráfico de Sérgio Kon, pode ser relida como um conjunto de poetas cuja obra, segundo o organizador, preserva “integridade ética e estética”. Entre os treze poetas reunidos, estão Anna Akhmátova, Boris Pasternak, Marina Tsvetáieva, Óssip Mandelstam, Sierguéi Iessiênin e o alemão Quirinus Kuhlmann....

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há 2 dias5 min de leitura


“Pós poemas”: linguagem em estado de luta
Por Josinei de Souza Arevalo Poucos poetas brasileiros atravessaram tantas décadas sem transformar sua própria obra em monumento imóvel. Augusto de Campos, desde os anos 1950, construiu uma área de tensão permanente. Fundador da poesia concreta ao lado de Haroldo de Campos e Décio Pignatari, ele nunca tratou o poema como espaço de expressão subjetiva, mas como artefato crítico, onde palavra, som e forma visual atuam conjuntamente. Pós poemas , publicado quando o poeta

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há 2 dias3 min de leitura


“Contrapoemas”: poesia sob o céu de improviso da luta política
Por Ademir Demarchi O convívio com os livros de Augusto de Campos e suas traduções é sempre altamente estimulante para qualquer um que esteja envolvido com a escrita ou reflexão sobre linguagem ou na prática de mera leitura errante. Tal assertiva seria quase dispensável, não fosse o fato de que, em períodos de empobrecimento do debate público e de fragilização das políticas culturais e educacionais, torna-se necessário reafirmar o papel decisivo da linguagem como espaço de co

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há 2 dias20 min de leitura


Profilogramas, uma ideia de perfil
Por Julio Abreu Começo este texto citando a definição que o próprio Augusto de Campos escreveu para a palavra profilograma: Com esse nome – PROFILOGRAMA – batizei alguns dos trabalhos encontráveis em três dos meus livros de poemas, VIVA VAIA, DESPOESIA, NÃO. Trata-se de coisas meio inclassificáveis – poemas (às vezes sem palavras), que tentam ser também biogramas. Retratos poéticos que têm a ver com a personalidade daqueles em que se inspiraram: interpretações gráficas qu

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há 2 dias5 min de leitura


A pó-ética de Augusto de Campos
Por Flaviano Maciel Vieira A produção poética de Augusto de Campos constitui-se como uma experimentação radical da materialidade da linguagem e de seus modos de intercâmbio. Trata-se de uma obra atravessada pela inovação e por uma perspectiva visionária que a inscreve no campo das vanguardas da segunda metade do século XX. Desde o surgimento da poesia concreta, suas criações exploraram recursos artesanais e semiartesanais, como a aplicação de letraset e o uso de dobraduras de

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há 2 dias9 min de leitura


Augusto mais provençal
Por André Dick O poeta Augusto de Campos foi um dos principais recuperadores da poesia dos trovadores provençais: Arnaut Daniel, Raimbaut d’Aurenga, Guilhelm de Peitieu, Marcabru, Bertran de Born, Bernart de Ventadorn e Peire Cardenal são alguns dos poetas traduzidos pelo autor, em obras como Verso reveroso controverso , Mais provençais e Invenção . Segundo Augusto, O idioma dos trobadors constitui uma modalidade de língua neolatina a langue d’oc (língua do oc ou do s

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há 2 dias10 min de leitura


Notas para uma conversa com a poesia de Augusto de Campos
Por Mário Alex Rosa Desde que a poesia surgiu, a rima de alguma forma esteve presente, seja para apenas completar um efeito na leitura, ainda que de modo “simples” como no final de cada verso, seja para posições mais complexas como as rimas toantes ou mesmo as intercaladas. Sem historicizar o emprego das rimas de tantos outros séculos, partimos aqui apenas como uma simplificação do que se conhece por rima. Indo além de uma combinação de sílabas, fonemas, sons ou mesmo para e

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há 2 dias9 min de leitura


A jaguad’ARTE TRANSCRIATIVA de Augusto de Campos
Por Luis Henrique Garcia Ferreira Jaguadarte é a transcriação que Augusto de Campos deu a Jabberwocky , título de um poema de Lewis Carroll que faz parte da obra que narra as aventuras da personagem Alice. O jovem Carroll começou a escrever esse poema em 1855, quando tinha apenas 23 anos. Posteriormente, o autor o incluiu no primeiro capítulo do clássico Alice através do espelho, cuja primeira edição, Through the looking-glass and what Alice has found there , data de 1871.

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há 2 dias11 min de leitura


Dois leprosos: a tradução de Rilke por Augusto de Campos
Por Ricardo Silvestrin A tradução é uma parte importante das formulações do que se chamou de Poesia Concreta. Se, por um lado, há uma linha brasileira de referências aos trabalhos dos poetas concretos, como, por exemplo, a de Oswald de Andrade, há também uma outra internacional, com nomes como Ezra Pound, James Joyce, Mallarmé e Cummings, para falar do núcleo básico. Somam-se a esses os de teóricos, como os formalistas russos e, sobretudo, Jakobson. Como escrevi na minha diss

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há 2 dias6 min de leitura


Apresentação do Banquete Especial Augusto de Campos (Parte 1)
Poucos autores atravessaram tantas transformações da poesia brasileira mantendo, ao mesmo tempo, radicalidade formal, rigor crítico e permanente abertura ao novo quanto Augusto de Campos, que fez 95 anos no dia 14 de fevereiro. Poeta, tradutor, ensaísta e experimentador incansável das linguagens, sua obra não apenas marcou decisivamente a Poesia Concreta, como também redefiniu as possibilidades do poema como campo visual, sonoro e conceitual, influenciando gerações sucessivas

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22 de fev.2 min de leitura


coisas que aprendi com Augusto de Campos
Por Arnaldo Antunes coisas que aprendi com Augusto de Campos: — dizer só o essencial. — a clareza, a síntese, a precisa “aplicação da palavra à coisa” (Pound). — forma é conteúdo e vice-versa, por isso interessa. — a ética dentro da estética. — o vento do invento: para arejar. — cada poema inaugura um novo mecanismo, sem método ou manual de instruções. — criar uma regra para quebrá-la inserindo a exceção. — a linguagem verbal pode ser usada como um jogo de tabuleiro, mas

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22 de fev.3 min de leitura


Poesia, Despoesia, Pós poemas: Augusto de Campos
Por Claudio Daniel O poeta paulista Augusto de Campos publicou recentemente o livro Pós poemas , que integra uma tetralogia formada por três outros livros (ou antilivros): Despoesia (1994), Não (2003) e Outro (2015). Os títulos dessas obras já questionam o próprio conceito da arte poética, pelo menos em seu sentido de construção exclusivamente verbal. Todas as composições desta série notável de obras, embora mantenham o uso da palavra, ao mesmo tempo a redimensionam, não a

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22 de fev.5 min de leitura


Augusto em dez tópicos
Por Carlos Ávila e tudo o mais renova: isto é sem cura! Sá de Miranda I Sem sombra de dúvida, Augusto de Campos encontra-se entre os mais importantes poetas da segunda metade do século 20 – no Brasil e também no cenário internacional – não só por sua obra criativa realizada até o momento (ele continua em

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22 de fev.7 min de leitura


Sempre Augusto Sim
Por Amador Ribeiro Neto Em fevereiro de 2025, ao completar 94 anos de idade, Augusto de Campos publicou Pós poemas . Dez anos antes publicara Outro (São Paulo: Perspectiva), livro que tive a oportunidade de comentar nas páginas do Suplemento Literário de Minas Gerais . O mesmo texto, revisto e ampliado, republico aqui no Banquete , atendendo a generoso convite do editor Claudio Daniel. Em 1953, Augusto de Campos publica poetamenos, livro anterior ao lançamento da Poesia Co

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22 de fev.7 min de leitura


Sobre “Poetamenos”, de Augusto de Campos
Por Djavam Damasceno Os poemas que integram a série Poetamenos figuram entre as experiências poéticas mais singulares realizadas ao longo da segunda metade do século XX. O conjunto – composto entre 1952 e 1953 por Augusto de Campos aos seus vinte e poucos anos – implode a linguagem poética corrente e, de seus fragmentos, aponta para todo o potencial semiótico da palavra inscrita sobre a página. Tudo concorre para uma opacidade sígnica que espanta e desencoraja qualquer empr

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22 de fev.4 min de leitura


Transcriação alquímica: “Rimbaud livre”, de Augusto de Campos
Por Danilo Bueno Augusto de Campos (1931) é um dos maiores poetas brasileiros, tanto do século XX quanto do XXI, já que continua ativo e relevante em sua produção poética, notadamente pelas postagens no seu perfil do Instagram ( https://www.instagram.com/poetamenos ) e pela recente edição de Pós poemas (Editora Perspectiva, 2025). Além de ser poeta reconhecido e nodal para a compreensão da linha do tempo da poesia contemporânea, a atuação de Campos atravessa outras amplitude

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22 de fev.6 min de leitura
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