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Poemas Coligidos (1983-2020)de Rodrigo Garcia Lopes

(Release da editora)


Edição especial da Kotter reúne a obra em progresso do poeta, tradutor e compositor


É com grande satisfação que a Kotter Editorial anuncia o lançamento do livro Poemas Coligidos (1983-2023), uma edição especial que reúne toda a poesia de Rodrigo Garcia Lopes em um único volume. Este livro é o resultado de quatro décadas dedicadas à arte da palavra e do verso. Nele, o leitor encontrará, na íntegra, as obras publicadas pelo autor até aqui: Solarium (1994), Visibilia (1997), Polivox (2001), Nômada (2004), Estúdio Realidade (2013), Experiências Extraordinárias (2015) e O Enigma das Ondas (2020). A investigação da linguagem (a relação entre ser humano-mundo-linguagem) tem sido o cerne do seu trabalho, compreendendo experiências com poesia, ficção, tradução, música, ensaio, crítica, jornalismo, editoração, teatro e cinema. A poesia de Garcia Lopes está aberta a uma multiplicidade de vozes, estilos, práticas discursivas e formas, tendo buscado um diálogo rico com as tradições literárias brasileiras e de outras culturas. Todas as páginas deste volume são amostras de que a poesia (ela mesma uma espécie de língua estrangeira) pode explorar, em profundidade e em múltiplos registros, a realidade e a existência contemporâneas. Poemas que confrontam o mundo esteticamente e exibem uma urgência vital em nossos tempos turbulentos. Com uma trajetória marcada pela abertura cosmopolita, multidentitária, coragem na abordagem de temas complexos e uma linguagem marcada pela polifonia, Rodrigo Garcia Lopes conquistou seu lugar como um dos nomes relevantes da poesia brasileira contemporânea.


Nascido em Londrina (PR, 1965), Rodrigo Garcia Lopes é autor de mais de 20 livros (poesia, romance, tradução, entrevista, ensaio), além de dois discos: Polivox e Canções do Estúdio Realidade. Trabalhou na Folha de S. Paulo, Folha de Londrina e no jornal Nicolau, de Curitiba. Foi um dos editores da revista Coyote (2002-2014). Seu romance policial-histórico O Trovador foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura em 2015. Entre os poetas que traduziu estão Marcial, o anônimo The Seafarer, Arthur Rimbaud, Walt Whitman, Laura Riding, Sylvia Plath, entre outros. Estúdio Realidade e O Enigma das Ondas (2020, semifinalista do Prêmio Oceanos de 2021), acabam de ser publicados na Itália, pela Kolibris Edizione. O Enigma das Ondas foi publicado no ano passado em Portugal, pela Officium Lectionis. Em 2001 seu poema “Stanzas in Meditation” foi incluído em Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século, organizado por Italo Moriconi. Em 2019, seu livro ensaio-biografia Roteiro Literário: Paulo Leminski foi um dos vencedores do Prêmio da Biblioteca Nacional (Categoria Ensaio Literário). A se mencionar, também, as entrevistas históricas com personalidades como John Cage, William Burroughs, Amiri Baraka, Marjorie Perloff, Allen Ginsberg e outros, reunidas em Vozes e Visões (1996).


Ter em mãos os sete volumes, publicados ao longo de quase 40 anos, de um poeta cuja obra se encontra em progresso, oferece ao leitor uma oportunidade única de explorar, em espiral, sua evolução artística e criativa. Permitem o acesso à diversidade de temas e questões abordados ao longo da rica trajetória, bem como acompanhar as mudanças de estilo, dicções, técnicas e experimentações linguísticas ocorridas ao longo dos anos. Poemas Coligidos (1983-2020) também possibilita ao leitor estabelecer conexões e referências entre os diferentes volumes, identificando continuidades, recorrências ou transformações na obra do escritor. Isso enriquece a experiência de leitura, oferecendo uma perspectiva panorâmica sobre a obra e o pensamento poético, do autor paranaense, sua capacidade de reflexão e engajamento com questões relevantes do nosso tempo.


O livro também traz uma fortuna crítica, composta por textos críticos, fragmentos e análises realizadas por dezenas de estudiosos, críticos literários e outros escritores sobre a obra do autor, como Flora Süssekind, Silviano Santiago, Marjorie Perloff, José Castello, Manuel da Costa Pinto, Caetano Galindo, Carlito Azevedo, entre outros. Essa coleção de perspectivas e interpretações, ainda que de forma concisa, contribui para uma compreensão mais ampla e aprofundada da poesia de Garcia Lopes, permitindo ao leitor mergulhar nas várias camadas de significado e apreciar a complexidade e particularidades de sua poesia.


Algumas opiniões sobre a obra de Rodrigo Garcia Lopes:


Paulo Leminski, Correio de Notícias, 16/11/1985: "Rodrigo Garcia Lopes, o Satori Uso, é um dos mais notáveis poetas paranaenses da safra novíssima. Me impressiona a falta de provincianismo, a abertura cosmopolita, a coragem da informação difícil, o extremo atrevimento desse londrinense, nada indigno do pioneirismo que levantou, naquela terra vermelha, a cidade mais rápida do Brasil."


Caio Fernando Abreu, “Caderno 2”, O Estado de S. Paulo, 14/3/1988: “Depois de ler os poemas de Rodrigo Garcia Lopes, não tenho a menor hesitação em afirmar coisas grandiloquentes como: ele é um dos melhores poetas surgidos ultimamente neste país.”

Fabrício Carpinejar, jornal Rascunho, junho de 2003: “Polivox é um experimento investigativo da linguagem, assumindo a vida como a mais agressiva das artes. Ocorre a frequente mudança de tom, desenvolvendo códigos, estilos e escolas — dos haicais, passando pela poesia medieval e desaguando no barroco. Lopes se enraíza na percepção, instaurando um épico da fala contemporânea.”


Antonio Cicero, em Estúdio Realidade, 2012: “Em todas as partes de Estúdio Realidade encontram-se poemas que, com sua combinação peculiar de contemporaneidade e erudição, promovem uma festa de intelecto e imaginação, razão e sensibilidade, emoção e humor, cultura e intuição.


Valor Econômico, caderno “Eu”, 4/12/2020: “Considerado um dos mais instigantes poetas brasileiros, o autor agora alcança a maturidade poética, oferecendo um trabalho capaz de acender a relevância e a força da poesia.”


Samuel Leon, em O Enigma das Ondas, 2020: “Pela abrangência de questões, pelo esmero estético, O Enigma das Ondas é um momento alto da poesia brasileira recente.”

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