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“Viva vaia”: um percurso pela obra de Augusto de Campos
Por André Dick 1 Seja qual for o gênero a que se dedique, a obra de um autor costuma atravessar fases. Voltando à obra de um Drummond, de um Murilo e de um João Cabral, para citarmos três dos maiores poetas brasileiros do século XX, percebemos que o experimentalismo deles se deu sempre guiado pela ideia de uma contínua “tradição da ruptura”, que é a própria tradição da modernidade - para utilizarmos aqui a ideia de Octavio Paz [1] -, pois experimentaram diversas formas. A mud

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22 de fev.16 min de leitura


“Colidouescapo” e o campo instável da linguagem
Por Sheila Maués A alta carga inventiva de Colidouescapo (1971) inscreve-se numa linha de força recorrente na obra de Augusto de Campos, marcada pela influência decisiva de Finnegans wake , de James Joyce. É nesse horizonte que o trocadilho, a paronomásia e a telescopagem vocabular operam como mecanismos estruturais de simultaneidade no tempo e no espaço. Desde as experimentações em Poetamenos (1953) e Cidade (1963), a palavra verbo-voco-visual rompe com a linearidade da

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22 de fev.4 min de leitura


Ex/cada para o anti/céu de ex/estrelas
Por Paulo de Toledo O poema “excada (2023)”, que será o mote para este breve texto-homenagem sobre a obra de Augusto de Campos, está publicado em Pós Poemas , o mais recente livro de poesia do autor de Viva Vaia (Poesia 1949-79) , que afirma em seu “pós-fácio”: “aqui vão os poemas q consegui arrancar das entranhas desde Outro (2015), expostos com algum vintage ressuscitado pelos memes imemoriais da humanimaldade.” Cabe observar que “humanimaldade” aparece como uma trad

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22 de fev.6 min de leitura


Plexo campo: notas sobre a poética de Augusto de Campos sob a perspectiva concreta e de Mallarmé
Por Rogério Camara A produção poética de Augusto de Campos vem intercalada de vasta produção de ensaios, manifestos e traduções de poemas de diversas línguas e de diferentes períodos. Ele passeia pelos clássicos para atingir uma poética contemporânea. As traduções lhe permitiram compreender os meandros das palavras e potencializá-las em som, imagem e significado. A começar da observação aguda sobre ampla gama de produções artísticas, que abarca não só a literatura como também

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22 de fev.13 min de leitura


O projeto verbivocovisual em movimento: “Outro”, de Augusto de Campos, e a perpetuação da poesia concreta na era digital
Por Daniel Osiecki Quando Augusto de Campos publicou Outro em 2015, já não se tratava apenas do lançamento de mais um livro de poemas. Era a culminação de um projeto estético iniciado seis décadas antes e, simultaneamente, a sua reafirmação no século XXI. Em 1955, ao lançar a série Poetamenos na revista Noigandres , o poeta paulista lamentava as limitações técnicas da imprensa convencional: “Luminosos ou film-letras, quem os tivera!”. Outro é a resposta concreta (no sentid

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22 de fev.5 min de leitura


Trompe l’oeils (de Ademir Demarchi)– o artíficio e a arte
Por Henrique Duarte Neto Trompe l’oeils é o último livro da trilogia de experimentos metalinguísticos de Ademir Demarchi, iniciada com A parte desejada e seguida de Por virtude de muito imaginar . Os três na visão do próprio autor não são livros para o leitor comum – e, podemos dizer que, cada vez mais, esse divórcio se insinua e se desenvolve na seara da poesia contemporânea de qualidade, quer a mais autorreferencial, quer a mais participativa – mas sim para os pares, outr

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19 de fev.6 min de leitura


O sopro da serpente emplumada: mil e uma cores na poética de Claudio Daniel
Por Patrícia Marcondes de Barros Claudio Daniel, pseudônimo de Cláudio Alexandre de Barros Teixeira, é poeta, professor no Laboratório de Criação Poética, tradutor e ensaísta paulistano reconhecido pela amplitude de suas referências culturais e pela intensidade de sua linguagem poética. Em sua recente obra publicada Cabeza de Serpiente Emplumada , imagens míticas de diferentes tradições entrelaçam-se à voz crítica e insurgente do presente, sustentando um diálogo vibrante entr

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9 de nov. de 20252 min de leitura


A POESIA DE QUATRO: sobre Poemas do amor, de Amador Ribeiro Neto
Por Jardel Dias Cavalcanti Nos tempos atuais, com o mundo se convertendo em um convento de freirinhas pudicas quando se trata de manifestações eróticas na arte, eis que surge um livro desbocado, disposto a colocar entre suas páginas – como se fossem pernas abertas – toda a potência, toda a malícia, toda a delícia dos encontros amorosos de natureza sexual. Trata-se do livro Poemas do amor , de Amador Ribeiro Neto. Agora os versos vão ter que se lambuzar na sensualidade das pal

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9 de nov. de 20254 min de leitura


Breve comentário crítico
Por Hildeberto Barbosa Filho Leio os poemas de Lau Siqueira desde os seus primeiros livros ( Comício das veias , O guardador de sorrisos , Sem meias palavras e Texto sentido , entre outros). Acompanho sua trajetória, sempre atento ao meticuloso cuidado com que se socorre das palavras. Seja para configurar, na geometria dos versos, conflitos emocionais e pensamentos críticos, seja na elaboração de imagens inventivas e ritmos demarcados pela ruptura melódica. Seu verso, gro

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9 de nov. de 20252 min de leitura


O imaginário infantil de Duda Machado
Por Mário Alex Rosa Depois de 20 anos, o poeta Duda Machado chega ao seu terceiro livro de poemas infantis: – Foi! – Não foi! (2024), com ilustrações da cantora Adriana Calcanhotto. Mas antes do infantil saiu em março do ano passado, pela Círculo de Poemas, a reunião de seus quatro livros de poemas adultos: Zil (1977), Um outro (1989), Margem de uma onda (1997) e Adivinhação da leveza (2011). Além desses livros, publicou dois infantis: Histórias com poesia, alguns bichos

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9 de nov. de 20253 min de leitura


Aziza, nova safra poética de Fátima Pinheiro
Por Lucíola Macêdo Em Aziza novas constelações eclodem das oscilações prolongadas entre sons e sentidos, deslizando entre o onírico e o hiper-real, entre a delicadeza e a volúpia, entre o fluido e o pontiagudo. Torrente. Intensidade diferente e próxima à lâmina d’água em sim, é , o livro anterior. Fátima Pinheiro escreve com a zona febril da voz porque arder na linguagem é também acolher a morte, e trazê-la para perto vem junto com a fina observação dos objetos mesclados aos

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9 de nov. de 20252 min de leitura


O que aprendemos com Giorgio Agamben
Por Solange Rebuzzi Com a infância: que a palavra é a única coisa que nos resta da época que ainda não éramos falantes. Todo o resto, perdemos – mas a palavra é a relíquia ancestral que conserva a lembrança da infância, a pequena porta através da qual podemos, por um instante, retornar a ela (p. 33). São aprendizados sutis e delicados os que Giorgio Agamben nos endereça neste livro Coisas que vi, ouvi, aprendi... , traduzido por Julia Scamparini para a editora Âyiné e lançad

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9 de nov. de 20253 min de leitura


Apresentação do Banquete Especial Haroldo de Campos 2025
Celebrar Haroldo de Campos é revisitar uma obra que ultrapassa fronteiras entre poesia, tradução, crítica e pensamento estético, e que...

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24 de ago. de 20252 min de leitura


Esboço de uma cartografia poética haroldiana
Por Claudio Daniel Haroldo de Campos foi um verdadeiro intelectual renascentista, apesar de ter vivido cinco séculos depois de Camões. ...

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24 de ago. de 20257 min de leitura


Um breve passeio por “A arte no horizonte do provável”
Por Fabrício Marques 1. O mesmo livro continha muitos poemas, de autores os mais diversos. Foi ali que eu, e provavelmente muitos...

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24 de ago. de 20255 min de leitura


A educação para a vidalinguagem – Haroldo de Campos
Por Ademir Demarchi Quando o livro A educação dos cinco sentidos , de Haroldo de Campos, foi publicado em 1985, vivia-se no país um...

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24 de ago. de 20255 min de leitura


Constelações barrocas: poéticas digitais e o projeto crítico de Haroldo de Campos
Por Flaviano Maciel Vieira Passados trinta e seis anos desde seu lançamento, o livro O sequestro do Barroco na Formação da Literatura...

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24 de ago. de 20258 min de leitura


Haroldo de Campos: seguimento de uma (irreprochável) trajetória
Por Horácio Costa Ao longo da história da literatura brasileira, pode-se observar a constante aparição de obras de caráter...

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24 de ago. de 20256 min de leitura


Uma imensa mesa de concreto flutuante invisível
Por Gerald Thomas Haroldo de Campos. Foto de German Lorca. Em 1988, Haroldo de Campos e eu parecíamos duas crianças. Claro que, dadas as...

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24 de ago. de 20255 min de leitura


As galáxias entremilênios de Haroldo de Campos
Por André Dick 1 Nascido em 1929 e falecido em 2003, em São Paulo, Haroldo de Campos é um poeta-crítico que, como Octavio Paz, adota a...

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24 de ago. de 202516 min de leitura
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